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Decolou Assessoria

Tudo sobre o visto americano

Guias completos, dicas práticas e informações atualizadas para quem quer entender o processo antes de dar qualquer passo.

Guia completo

Como tirar o visto americano em 2026: passo a passo completo

10 de julho de 20268 min de leitura

Tirar o visto americano pode parecer complicado, mas o processo é previsível quando você entende cada etapa. Este guia cobre tudo o que um brasileiro precisa saber em 2026.

1. Defina o tipo de visto correto

Os mais solicitados por brasileiros são o B1/B2 (turismo e negócios, válido por até 10 anos) e o F1 (estudantes aceitos em instituições americanas). Escolher a categoria errada pode resultar em negativa.

2. Preencha o DS-160

O DS-160 é o formulário eletrônico obrigatório para todos os pedidos de visto de não imigrante. Anote o Application ID logo no início. O preenchimento leva em média 60 a 90 minutos. Ao finalizar, imprima a página de confirmação. O que você preencher no DS-160 vai aparecer na tela do consul durante a entrevista.

3. Pague a taxa consular (MRV)

Após enviar o DS-160, pague a taxa MRV. Para o visto B1/B2, o valor em 2026 é de US$ 185 convertido para reais no câmbio do dia. A taxa tem validade de um ano a partir do pagamento.

4. Agende a entrevista no consulado

Com o DS-160 preenchido e a taxa paga, agende a entrevista pelo site do CASV. No Brasil, as entrevistas acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre. O prazo de espera pode variar de semanas a meses — comece com pelo menos 3 meses de antecedência.

5. Compareça ao CASV e à entrevista

Em São Paulo, Rio e Brasília, o processo é dividido: primeiro você vai ao CASV para coleta de digitais e foto, depois ao consulado para a entrevista. Em Porto Alegre e Recife, tudo acontece no mesmo local.

6. Aguarde o resultado

Acompanhe o status pelo site do CEAC. Quando aparecer "Issued", o visto foi aprovado. O passaporte costuma ser devolvido em 7 a 15 dias úteis. Não compre passagens antes de ter o visto aprovado.

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DS-160

DS-160: como preencher sem erros, o que é e como funciona

3 de julho de 20268 min de leitura

O DS-160 é o documento mais importante de todo o processo de visto americano. Ele fica disponível para o consul consultar enquanto você responde às perguntas na entrevista. Qualquer inconsistência entre o que está no formulário e o que você diz vai levantar suspeitas.

O que é o DS-160

O DS-160 é o formulário oficial de solicitação de visto de não imigrante dos Estados Unidos. Ele é preenchido online no site oficial do Departamento de Estado americano (ceac.state.gov) e está disponível em inglês. Todas as informações que você fornece ficam registradas no sistema do consulado.

Como funciona na prática

Durante a entrevista, o consul tem acesso a tudo o que você preencheu. Se você disse que vai ficar 10 dias mas fala 3 semanas na entrevista, ele vai notar. Se o hotel informado fica em cidade diferente da mencionada, ele vai notar. O formulário é a base de toda a análise consular.

Antes de começar

Separe passaporte, documentos de emprego, endereço de hospedagem nos EUA, histórico de viagens e informações dos seus pais. Anote o Application ID logo no início para retomar se precisar pausar. O rascunho expira em 30 dias.

Erros que causam negativa

Nome diferente do passaporte

Digite seu nome exatamente como aparece no passaporte, incluindo todos os sobrenomes.

Omitir visto negado anteriormente

O consulado mantém seu histórico. Se você já teve um visto negado, marque "sim". Omitir compromete pedidos futuros também.

Endereço incompleto nos EUA

"Hotel em Nova York" não é suficiente. Coloque nome, endereço completo e telefone do hotel.

Foto fora do padrão

Fundo branco, rosto centralizado, sem óculos, tirada nos últimos 6 meses.

Depois de enviar

Imprima a página de confirmação e salve em PDF. Você vai precisar levar essa impressão no dia da visita ao CASV e da entrevista. O número de confirmação começa com "AA" seguido de 10 dígitos.

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Documentação

Documentos para o visto americano de turista: o que levar na entrevista

26 de junho de 20266 min de leitura

Muita gente chega à entrevista com uma pilha de documentos sem entender o que cada um representa. O consul precisa entender, em poucos minutos, que você tem condições de fazer a viagem e que vai voltar ao Brasil depois.

Documentos obrigatórios

  • Passaporte válido com pelo menos 6 meses além do retorno previsto
  • Confirmação do DS-160 impressa
  • Comprovante do pagamento da taxa MRV
  • Comprovante do agendamento da entrevista

Documentos financeiros

O consul não analisa o valor mais alto da sua conta, mas a consistência ao longo do tempo.

  • Extratos bancários dos últimos 3 a 6 meses
  • Holerite ou comprovante de renda dos últimos meses
  • Declaração de Imposto de Renda

Documentos de vínculo com o Brasil

Essa é a parte mais importante. O consul precisa acreditar que você vai voltar.

  • Carteira de trabalho ou contrato de emprego
  • Escritura de imóvel ou contrato de aluguel
  • Certidão de casamento ou nascimento de filhos
  • Contrato social ou CNPJ ativo

O que o consul realmente olha

O consul analisa dois pontos principais: você consegue bancar a viagem, e você tem motivos reais para voltar ao Brasil. Um pacote bem organizado e coerente vale mais do que uma pilha volumosa de papéis sem contexto.

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Segunda tentativa

Visto americano negado: o que fazer agora

19 de junho de 20266 min de leitura

Receber um não do consulado americano é frustrante. Mas na maioria dos casos, não é o fim. O que determina o próximo resultado é o que você faz depois da negativa.

Por que o visto é negado

O motivo mais comum é a Seção 214(b) da Lei de Imigração Americana, que presume que qualquer estrangeiro tem intenção de imigrar. As causas mais frequentes são vínculos com o Brasil insuficientes, inconsistências entre o DS-160 e a entrevista, respostas vagas sobre o objetivo da viagem e situação financeira sem consistência.

O que acontece depois

O processo precisa ser feito do zero. Novo DS-160, novo pagamento da taxa MRV, novo agendamento. Não há prazo mínimo para tentar de novo, mas só reaaplique quando houver mudanças reais no perfil.

O campo de visto negado no novo DS-160

Na nova aplicação, você vai responder "sim" à pergunta sobre negativa anterior. Um campo de texto livre vai abrir. Use esse espaço para descrever o que mudou: emprego novo, imóvel adquirido, filhos, vínculos com o Brasil. O consul vai ler esse campo.

O que realmente muda o resultado

Ir com os mesmos documentos e as mesmas respostas vai provavelmente gerar o mesmo resultado. O que faz diferença é entender o motivo real da negativa, fortalecer os pontos fracos do perfil e chegar à entrevista com uma abordagem diferente. Negativa não garante aprovação na segunda tentativa, mas um processo bem feito aumenta as chances.

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Entrevista

Entrevista para o visto americano: o que esperar e como se preparar

12 de junho de 20267 min de leitura

A entrevista no consulado americano dura em média 2 minutos. Esse tempo é suficiente para o consul formar uma impressão do seu perfil e tomar uma decisão.

O que o consul observa antes de você abrir a boca

Postura, contato visual e tom de voz já comunicam algo antes da primeira resposta. Quem chega nervoso demais passa uma impressão de insegurança que pode afetar a percepção do consul.

As perguntas mais comuns

  • Qual é o motivo da sua viagem?
  • Por quanto tempo pretende ficar nos EUA?
  • Onde vai se hospedar?
  • Qual é o seu trabalho atual?
  • Você tem filhos? Eles vão ficar no Brasil?
  • Por que você vai voltar para o Brasil depois da viagem?

A pergunta mais importante

Por que você vai voltar ao Brasil? A resposta ideal é específica: "Tenho emprego fixo há 4 anos, dois filhos em escola, e sou sócio de uma empresa." Quanto mais concreto, mais convincente.

Precisa falar inglês?

Não. O consulado disponibiliza intérprete. Falar com segurança e clareza em português é mais eficaz do que tentar um inglês travado.

No dia da entrevista

Chegue com antecedência. Vista-se de forma discreta. Respostas curtas e diretas funcionam melhor do que explicações longas. O consul vai interromper se quiser mais detalhes.

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Perfis específicos

Visto americano para autônomo: como comprovar renda sem carteira assinada

5 de junho de 20266 min de leitura

Uma das dúvidas mais comuns de quem não tem carteira assinada é se isso inviabiliza o visto americano. A resposta é não. O consulado não exige CLT.

O que o consul analisa

O consul precisa enxergar dois pontos: capacidade de bancar a viagem e motivos para voltar ao Brasil. Para quem não tem vínculo empregatício formal, o desafio é apresentar esses dois pontos com outros documentos.

Documentos para autônomos e MEIs

  • Extrato bancário dos últimos 6 meses com movimentação regular
  • Declaração de Imposto de Renda
  • Certificado de MEI ativo
  • Notas fiscais ou contratos com clientes
  • Declaração de contador

Vínculos com o Brasil para autônomos

  • CNPJ ativo há mais de um ano
  • Imóvel próprio no seu nome
  • Filhos em escola no Brasil
  • Clientes fixos com contratos em vigor

O que dizer na entrevista

Seja direto. "Sou designer freelancer há 6 anos, atendo 3 clientes fixos e tenho MEI ativo" é uma resposta clara. O consul não vai penalizar sua forma de trabalho. O que importa é a coerência entre o que você diz e o que os documentos mostram.

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Taxas

Taxa MRV do visto americano: quanto custa, como pagar e cuidados importantes

29 de maio de 20265 min de leitura

A taxa MRV é o pagamento obrigatório para solicitar o visto americano. Ela é cobrada antes da entrevista e não é reembolsável, mesmo que o visto seja negado.

Quanto custa

Para o visto B1/B2 (turismo e negócios), o valor é de US$ 185, convertido para reais no câmbio do dia do pagamento. Em 2025, o governo americano anunciou também a Visa Integrity Fee de US$ 250, aplicada no momento da emissão do visto — ou seja, só é cobrada se for aprovado.

Como pagar

O pagamento é feito no site oficial do CASV, após o preenchimento e envio do DS-160. As formas aceitas são cartão de crédito internacional e boleto bancário.

Validade da taxa

A taxa MRV tem validade de um ano a partir da data do pagamento. Se você pagar e não fizer a entrevista dentro desse prazo, perde o valor. Da mesma forma, se o visto for negado, precisa pagar novamente para tentar de novo.

Cuidados importantes

Só pague a taxa depois de ter o DS-160 preenchido e enviado. A ordem correta é: DS-160 primeiro, pagamento depois, agendamento por último. Verifique se está pagando no site oficial — existem sites que imitam o layout e cobram taxas indevidas.

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Visto de estudante

Visto americano F1: guia completo para quem vai estudar nos EUA

22 de maio de 20268 min de leitura

O visto F1 é o visto americano para quem foi aceito em uma instituição de ensino nos Estados Unidos. O processo tem diferenças importantes em relação ao visto de turismo.

Pré-requisito: a carta de aceitação

Antes de qualquer coisa, você precisa ter sido aceito formalmente por uma instituição americana autorizada pelo governo dos EUA (SEVP). Sem a carta de aceitação, não é possível pedir o visto F1.

Passo a passo completo

1. Receba o formulário I-20

Após ser aceito, a instituição vai te enviar o I-20. Esse documento é essencial para o processo do F1.

2. Pague a taxa SEVIS

Antes do DS-160, pague a taxa SEVIS no site fmjfee.com. O valor atual é de US$ 350 para o visto F1. Guarde o comprovante.

3. Preencha o DS-160

Similar ao B1/B2, mas com campos específicos para estudantes: nome da instituição, curso, datas e endereço da escola. Tenha o I-20 em mãos ao preencher.

4. Pague a taxa MRV e agende

O valor é o mesmo do visto de turista: US$ 185. Após o pagamento, agende a entrevista no CASV.

5. Compareça à entrevista

Leve todos os documentos organizados e esteja preparado para explicar por que escolheu essa instituição e o que pretende fazer ao voltar ao Brasil.

O que o consul avalia no F1

  • Capacidade financeira para cobrir estudos e vida nos EUA
  • Vínculos com o Brasil e intenção de retorno
  • Coerência do plano de estudos com seu histórico

Documentos para levar na entrevista

  • Passaporte válido
  • Confirmação do DS-160
  • Formulário I-20 assinado
  • Comprovante do pagamento da taxa SEVIS
  • Carta de aceitação da instituição
  • Comprovantes financeiros seus ou dos responsáveis
  • Documentos de vínculos com o Brasil

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Perfis específicos

Como tirar visto americano sendo MEI

8 de julho de 20266 min de leitura

Ser MEI não impede o visto americano. O consulado não exige carteira assinada nem vínculo empregatício formal. O que ele analisa é se você tem renda consistente e motivos reais para voltar ao Brasil depois da viagem.

O que o consul vai perguntar

Na entrevista, o consul vai querer entender sua ocupação, quanto você ganha e como comprova. Para um MEI, a resposta mais segura é direta: informe o seu ramo de atuação, há quanto tempo tem o CNPJ ativo e qual é a média de faturamento mensal.

Documentos essenciais para MEI

  • Certificado de MEI ativo (emitido no Portal do Empreendedor)
  • DAS pagos dos últimos 12 meses — mostram que o negócio está ativo e regular
  • Extrato bancário da conta PJ ou PF dos últimos 6 meses com movimentação constante
  • Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) — equivale ao imposto de renda do MEI
  • Notas fiscais emitidas ou contratos com clientes, se tiver

O que fortalece o perfil de um MEI

O ponto mais importante para um MEI é demonstrar que o negócio depende da sua presença no Brasil. Clientes ativos, contratos em vigor, agenda de trabalho — tudo isso comunica que você tem razão real para voltar. Se você tem imóvel no seu nome ou filhos em escola, melhor ainda.

O erro mais comum

Depositar um valor alto na conta bancária na semana antes da entrevista para "melhorar" o extrato. O consul vê esse padrão toda semana e sabe exatamente o que é. O que convence é histórico real, não saldo pontual.

MEI com faturamento baixo: é possível?

Sim. O limite do MEI é de R$ 81 mil por ano (cerca de R$ 6.750 por mês). Isso não é um impeditivo para o visto, desde que o extrato mostre que esse dinheiro entra e sustenta sua vida no Brasil de forma consistente. A questão não é o valor — é a coerência.

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Perfis específicos

Como tirar visto americano trabalhando pela internet

7 de julho de 20266 min de leitura

Trabalhar pela internet — seja como freelancer, nômade digital, criador de conteúdo ou prestador de serviços remotos — é cada vez mais comum. Mas na hora do visto americano, esse perfil exige atenção extra porque o consulado não tem uma caixinha pronta para ele.

O desafio desse perfil

Quem trabalha pela internet muitas vezes não tem holerite, não tem CNPJ ativo ou tem renda em moeda estrangeira. Para o consul, a pergunta central é sempre a mesma: você tem condições de bancar a viagem e tem motivos para voltar ao Brasil? A falta de documentação formal dificulta responder isso de forma clara.

Como organizar a documentação

  • Extrato bancário dos últimos 6 meses com entradas regulares — mesmo que sejam em dólar ou euro, os depósitos aparecem convertidos no extrato brasileiro
  • Contratos ou e-mails com clientes que comprovem relação de trabalho contínua
  • Declaração de Imposto de Renda, se você declarar
  • Se tiver MEI ou empresa: certificado e DAS pagos
  • Comprovante de residência fixa no Brasil

O que dizer na entrevista

Seja específico. "Sou desenvolvedor freelancer, trabalho principalmente com clientes nos EUA e Europa, tenho contratos fixos e recebo em dólar" é muito melhor do que "trabalho pela internet". Quanto mais concreto e coerente, mais tranquila fica a análise.

Cuidado com o visto errado

Se você planeja trabalhar remotamente para clientes brasileiros enquanto está nos EUA — mesmo que seja trabalho online — tecnicamente isso não é permitido com o visto de turista B1/B2. O visto de turismo é para quem vai visitar, não para quem vai trabalhar em território americano, independente de onde o cliente está. Esse é um ponto que vale entender bem antes de pedir o visto.

Vínculos com o Brasil

Esse é o ponto mais crítico para nômades digitais. Se você não tem endereço fixo, família dependente ou bens no Brasil, o consul pode questionar sua intenção de retorno. Ter imóvel alugado ou próprio no Brasil, conta bancária ativa e histórico de retorno de viagens anteriores ajuda muito a construir esse argumento.

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Dúvidas frequentes

Quem paga a viagem pode ser o namorado? O que o consulado analisa

6 de julho de 20265 min de leitura

Essa é uma das dúvidas mais frequentes que chegam até a Decolou: meu namorado que mora nos EUA vai pagar a viagem. Isso é problema para o visto?

A resposta curta é: pode ser. Não porque é proibido, mas porque esse tipo de situação gera perguntas adicionais do consul — e você precisa estar preparado para respondê-las bem.

Por que isso chama atenção

Quando alguém que mora nos EUA está pagando a viagem de um visitante brasileiro, o consul imediatamente faz uma pergunta mental: essa pessoa pretende mesmo voltar ao Brasil, ou o objetivo real é ficar lá? Não é preconceito — é protocolo. Esse tipo de situação tem histórico de casos onde a pessoa entrou como turista e ficou irregularmente.

O que o consul vai perguntar

  • Qual é a sua relação com quem vai pagar a viagem?
  • Há quanto tempo vocês se conhecem?
  • Como se conheceram?
  • Por quanto tempo você planeja ficar?
  • Qual é o seu trabalho no Brasil?
  • Por que você vai voltar?

Como apresentar bem essa situação

Seja honesto sobre o relacionamento. Tentar esconder ou minimizar a relação é pior do que explicar claramente. O que convence o consul não é a origem do dinheiro, mas a combinação de fatores: você tem vida estabelecida no Brasil, tem motivos reais para voltar e está visitando por um período curto e definido.

Documentos que ajudam nesse caso

  • Carta do namorado ou patrocinador declarando que vai custear a viagem
  • Comprovante de renda e extrato bancário do patrocinador (se ele for americano)
  • Seus próprios documentos de vínculo com o Brasil: emprego, imóvel, família
  • Comprovante de passagem de volta já reservada (sem comprar, mas com reserva)

Existe visto específico para namorado?

Sim. Se o objetivo for se casar com um americano ou alguém com residência nos EUA, existe o visto K-1 (noivo). Mas esse é um processo diferente, mais longo e com requisitos próprios. Se o objetivo da viagem é apenas visitar e conhecer melhor, o B1/B2 é o caminho certo — desde que apresentado de forma honesta e bem preparada.

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Taxas

Quanto custa tirar visto americano em 2026: todos os valores

5 de julho de 20265 min de leitura

Uma das perguntas mais buscadas sobre o visto americano é o custo total do processo. A resposta depende do tipo de visto e de alguns fatores que mudaram em 2025 e 2026. Veja o detalhamento completo.

Visto de turista B1/B2

  • Taxa MRV (taxa consular): US$ 185
  • Visa Integrity Fee: US$ 250 — cobrada apenas se o visto for aprovado, na hora da emissão

Ou seja, se o visto for negado, você paga apenas os US$ 185. Se for aprovado, paga US$ 435 no total em taxas governamentais.

Visto de estudante F1

  • Taxa SEVIS: US$ 350 — paga antes da entrevista
  • Taxa MRV: US$ 185
  • Visa Integrity Fee: US$ 250 — se aprovado

Total se aprovado: US$ 785 em taxas governamentais.

Como converter para reais

Todas as taxas são cobradas em dólar, convertidas para reais no câmbio do dia do pagamento. Com o dólar na casa dos R$ 5,70 a R$ 6,00 em 2026, a taxa MRV fica em torno de R$ 1.050 a R$ 1.110.

Outros custos do processo

  • Passaporte (se não tiver): R$ 257,25 para prazo normal ou R$ 514,50 para urgência
  • Foto padrão americano: R$ 15 a R$ 30 em papelarias ou casas fotográficas
  • Assessoria profissional: varia conforme o serviço contratado

As taxas são reembolsáveis?

Não. A taxa MRV não é devolvida em nenhuma hipótese — nem se você cancelar o agendamento, nem se o visto for negado. A Visa Integrity Fee só é cobrada se o visto for aprovado, então tecnicamente ela não é "perdida" em caso de negativa. A taxa SEVIS (do F1) também não é reembolsável.

Posso pagar e agendar depois?

Sim, mas atenção ao prazo. A taxa MRV tem validade de um ano a partir do pagamento. Se você não fizer a entrevista dentro desse período, o valor é perdido e precisa pagar novamente.

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Dúvidas frequentes

Quem nunca viajou pode conseguir visto americano?

4 de julho de 20265 min de leitura

Sim, quem nunca viajou para o exterior pode conseguir o visto americano. Passaporte em branco não é motivo de negativa. O que o consul avalia não é quantos carimbos você tem, mas o conjunto do seu perfil.

O que o consul analisa de verdade

O histórico de viagens é apenas um dos fatores da análise consular, e não é o mais importante. O que pesa mais é a combinação de estabilidade financeira, vínculos com o Brasil e clareza no objetivo da viagem. Alguém que nunca viajou mas tem emprego fixo, família no Brasil e extrato bancário consistente tem um perfil muito mais favorável do que alguém com vários carimbos mas sem comprovação de renda.

O que muda para quem nunca viajou

A única diferença prática é que o consul não pode usar viagens anteriores como evidência de que você volta ao país de origem. Por isso, outros elementos do perfil precisam compensar esse ponto: quanto mais sólidos forem seus vínculos com o Brasil, mais fácil fica a análise.

O que fortalece o perfil de quem nunca viajou

  • Emprego estável com tempo de casa (mais de 1 ano no mesmo emprego ajuda muito)
  • Família dependente no Brasil: cônjuge, filhos, pais que dependem de você
  • Imóvel próprio ou contrato de aluguel no seu nome
  • Extrato bancário com movimentação regular nos últimos 6 meses
  • Roteiro claro da viagem: onde vai ficar, o que vai fazer, quando volta

Como responder na entrevista

Se o consul perguntar por que você nunca viajou antes, responda com naturalidade. "Nunca tive oportunidade" ou "Esse é meu primeiro planejamento de viagem internacional" são respostas honestas e aceitáveis. O que você não deve fazer é criar uma história elaborada para justificar — o consul percebe inconsistências rapidamente.

Cuidado com o roteiro da viagem

Para quem nunca viajou, ter um roteiro minimamente estruturado faz diferença. Não precisa ser um itinerário dia a dia, mas saber onde vai se hospedar, quais destinos pretende visitar e por quanto tempo vai ficar demonstra que a viagem é real e planejada — não uma tentativa de imigrar.

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Como funciona

Diferença entre CASV e Consulado: o que é cada um e para que servem

3 de julho de 20265 min de leitura

Uma das confusões mais comuns no processo do visto americano é não entender a diferença entre o CASV e o consulado. São duas etapas diferentes, com funções distintas, e em algumas cidades você precisa ir aos dois locais em dias separados.

O que é o CASV

CASV significa Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto. É uma empresa terceirizada, contratada pelo governo americano, responsável pela parte administrativa do processo. No CASV você vai para coleta de digitais e foto biométrica. O atendimento é rápido — costuma durar entre 10 e 20 minutos.

No CASV, você também entrega o passaporte para o envio após a aprovação do visto, e retira o passaporte com o visto quando ele estiver pronto (ou acompanha pelo sistema de rastreamento).

O que é o consulado

O consulado é a representação oficial do governo americano. É lá que acontece a entrevista consular — a parte decisiva do processo, onde um oficial do Departamento de Estado vai analisar seu caso e decidir se aprova ou nega o visto.

No consulado, você leva todos os seus documentos, passa pela triagem de segurança e aguarda ser chamado para o guichê de entrevista. A decisão costuma ser comunicada na hora ou em até alguns dias.

A ordem do processo

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a ordem é: primeiro você vai ao CASV (coleta de digitais), depois vai ao consulado (entrevista) em outro dia. Em Porto Alegre e Recife, tudo acontece no mesmo prédio e no mesmo agendamento.

Posso ir direto ao consulado?

Não. A visita ao CASV é obrigatória antes da entrevista no consulado, nas cidades onde são locais separados. Sem comparecer ao CASV, o agendamento da entrevista no consulado é cancelado automaticamente.

Onde fica cada um

  • São Paulo: CASV na Rua Henri Dunant, consulado na Rua Henri Dunant (mesmo bairro, edifícios diferentes)
  • Rio de Janeiro: CASV e consulado no Centro
  • Brasília: CASV e Embaixada Americana no Setor de Embaixadas
  • Recife e Porto Alegre: atendimento unificado

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Renovação

Como renovar o visto americano: quem pode e como funciona

2 de julho de 20266 min de leitura

O visto americano de turista B1/B2 tem validade de até 10 anos, mas quando vence é necessário renovar. A boa notícia é que em muitos casos é possível renovar sem precisar passar por uma nova entrevista presencial.

Quem pode renovar sem entrevista

O programa de renovação sem entrevista (chamado de Interview Waiver ou Renovação por Correspondência) permite que solicitantes em determinadas situações renovem o visto enviando os documentos pelo correio ou por serviço de entrega, sem precisar comparecer ao CASV ou ao consulado.

Você pode ser elegível se:

  • Seu visto venceu há menos de 48 meses (4 anos)
  • O visto anterior foi do mesmo tipo (B1/B2 renovando para B1/B2)
  • Você tem mais de 14 anos e menos de 80 anos
  • Não teve nenhum visto negado anteriormente
  • Não há nenhuma anotação negativa no seu histórico consular

Como funciona o processo de renovação

Mesmo sem entrevista, você precisa preencher um novo DS-160, pagar a taxa MRV (US$ 185) e agendar o serviço pelo site do CASV. Em vez de comparecer pessoalmente, você envia o passaporte e os documentos pelo correio para o CASV, que encaminha ao consulado para análise.

O consulado analisa o caso remotamente e, se aprovado, devolve o passaporte com o novo visto.

Quanto tempo demora

O prazo médio é de 4 a 8 semanas após o envio dos documentos. Por isso é importante não deixar para última hora — enviar o passaporte semanas antes de uma viagem planejada é um risco desnecessário.

E se o visto venceu há mais de 4 anos?

Nesse caso você não é elegível para o Interview Waiver e precisa fazer o processo completo: CASV para coleta de digitais e entrevista presencial no consulado. O processo é idêntico a uma primeira solicitação.

Preciso renovar se o visto ainda está válido?

Não. Se o seu visto B1/B2 está dentro do prazo de validade, você pode continuar usando normalmente para entrar nos EUA, mesmo que o passaporte onde ele está carimbado tenha vencido. Nesse caso, basta apresentar o passaporte antigo com o visto junto com o novo passaporte na entrada.

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Passaporte

Quanto tempo demora para emitir o passaporte brasileiro em 2026

1 de julho de 20265 min de leitura

O passaporte é o primeiro documento que você precisa para iniciar o processo do visto americano. Sem ele válido, não é possível nem preencher o DS-160. Por isso, saber quanto tempo demora a emissão é fundamental para não atrasar todo o planejamento.

Prazos em 2026

  • Prazo normal: até 6 dias úteis após o comparecimento ao posto da Polícia Federal
  • Urgência: até 3 dias úteis (taxa adicional)
  • Superintendência (casos excepcionais): até 1 dia útil, sujeito a disponibilidade e justificativa

Esses prazos são contados a partir do agendamento e comparecimento ao posto, não do pagamento da taxa.

Quanto custa

  • Passaporte comum (prazo normal): R$ 257,25
  • Passaporte urgente: R$ 514,50

Como agendar

O agendamento é feito pelo site da Polícia Federal (servicos.dpf.gov.br). Você agenda, paga a taxa via GRU (Guia de Recolhimento da União) e comparece ao posto na data marcada com os documentos exigidos.

Documentos necessários

  • RG original
  • CPF
  • Certidão de nascimento ou casamento
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de pagamento da taxa
  • Passaporte anterior (se houver)

Cuidado com a validade

Para o visto americano, o passaporte precisa ter pelo menos 6 meses de validade além da data de retorno prevista da viagem. Se o seu passaporte está próximo do vencimento, renove antes de iniciar o processo do visto — assim você evita ter que repetir etapas.

Posso usar o passaporte vencido junto com o novo?

Se você já tem um visto americano válido no passaporte vencido, pode continuar usando os dois passaportes juntos na entrada nos EUA. Apresente o novo passaporte com o velho junto — o visto no passaporte vencido continua válido para entrada.

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